Mobile World Congress: Barcelona vislumbra o 6G no horizonte

O 6G vai permitir a transmissão de até um terabyte por segundo e uma latência de 0,1 milissegundo, ou seja, será dez vezes mais rápida que a do 5G

Estudantes de Medicina ensaiaram operações com pacientes projetados em hologramas.

Existem aplicações que identificam as pessoas pelo ritmo cardíaco.

Já sabemos que a realidade pode parecer ficção científica, mas o Mobile World Congress, em Barcelona, vem nos recordar disso uma vez mais.

No horizonte, sobressai uma data para termos acesso ao 6G: 2030.

“Quando fiz a proposta pela primeira vez, as pessoas ficaram chocadas, porque o 6G ainda não está definido. Como é que se lança um satélite sem saber como funciona a rede? E a minha resposta é que não sabemos. O que sabemos é uma série de tecnologias e de componentes básicos. E com isso estamos a construir um satélite experimental, uma espécie de laboratório, que, em vez de estar em terra, estará em órbita, para o podermos testar de uma forma realista juntamente com as redes terrestres”, explica Xavier Lobao, chefe da Divisão de Projetos de Telecomunicações Futuras da Agência Espacial Europeia.

O 6G vai permitir a transmissão de até um terabyte por segundo e uma latência de 0,1 milissegundo, ou seja, será dez vezes mais rápida que a do 5G. Alguns especialistas falam em consumos de energia mais reduzidos e numa atividade digital potencialmente mais sustentável.

Segundo Nicolas Kourtellis, codiretor da Telefônica Research, “não é preciso passar muito tempo a recalcular ou a recolher manualmente dados, não se tem de dedicar muito tempo a esses processos”.

Tony Yong Jin, vice-presidente da Huawei Europa, diz que “está tudo numa fase inicial, mas a Huawei já começou a investir no 6G desde 2017, quando o 5G ainda não tinha arrancado comercialmente. Continuamos a debater características, arquiteturas. Mas uma coisa é certa: o 6G é mais do que comunicações”.

Dilemas a debater há muitos: como a proteção dos dados pessoais. Nicolas Kourtellis realça que “vamos entrar numa nova era na qual as coisas serão mais automatizadas, o que significa que haverá menos assistência, digamos, da parte de humanos. Por isso, temos de garantir que esses pontos de referência estejam protegidos”.

Para a jornalista Marta Rodríguez, “o 6G vai permitir integrarmo-nos completamente em mundos virtuais, levando as fronteiras do digital até novos limites que ainda não conseguimos imaginar”.

Fonte: euronews.pt

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